sábado, 2 de outubro de 2010

Prazer em te ler

devoro teus poemas com velocidade
admiro as palavras que nunca uso
os sentimentos que nunca ouso
as confissões que nunca digo
os desejos que nunca arrisco
há algo disso tudo em mim
mas sou ainda aprendiz

devoro tanto que esqueço do dia
ausência de rima não evita poesia
devoro tanto que vejo a tua janela
e sinto a fagulha que escolhe as letras
os minutos passam e meus olhos passeiam
felizes porque há outro e mais outro poema
devoro secreta paradoxos e contradições
minha espionagem das tuas paixões
tal como um laboratório de fotografia
sob a luz vermelha devoro tua poesia

Um comentário:

  1. Adorei este e tudo o mais, que tem muita paixão! Os minutos passam e meus olhos passeiam... inspirada!

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