há algo desconexo
noites sem sono
horários trocados
há sempre algo liberto
onde mora um mistério
o meu dia seguinte
nunca foi tão incerto
é isso justamente
o dourado da fita
do laço do presente
do futuro que se esquiva
e com o tempo brinca
escondendo sua face
atrás dos troncos de árvore
nessa floresta onde caminho,
me alimento e me abrigo
os primeiros raios de sol
descem diagonais na mata
iluminam meus passos
e eu não preciso de estrada
Nenhum comentário:
Postar um comentário