sábado, 2 de outubro de 2010

Futuro

há algo desconexo 
noites sem sono
horários trocados 
há sempre algo liberto
onde mora um mistério 
o meu dia seguinte
nunca foi tão incerto
é isso justamente
o dourado da fita
do laço do presente
do futuro que se esquiva
e com o tempo brinca
escondendo sua face
atrás dos troncos de árvore
nessa floresta onde caminho,
me alimento e me abrigo
os primeiros raios de sol
descem diagonais na mata
iluminam meus passos 
e eu não preciso de estrada

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