Muito do estranho da vida
É o que escapa do planejado
Esforço que parece em vão
Nenhum vislumbre de significado
Desafio fio de navalha afiado
Ameaçando a minha esperança
Prossigo, insisto, respiro
Confiança é crer sem ver
com os olhos do óbvio
E tudo que li sobre o cosmos?
As possibilidades infinitas
As coincidências vividas
Ponte para o outro lado
Do rio, da floresta, da vida
Ainda invisível sob a neblina
Não podem ter essas linhas
Iludido minhas percepções
Haverá algum momento
Em que o quebra-cabeça
Formará um desenho
E eu compreenderei o tempo
Deitada na minha rede
No ritmo da brisa do alento

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