quase 2 da madrugada
meus tantos planos não cabem no dia
e agora me acordam
transbordam
os olhos acesos
como se fossem sol
na quietude da baía
onde o reflexo é calmo
e os peixes dormem
no silêncio que ecoa
até os meus lençóis
de nada adianta
levanto na esperança
de que o leite com mel
faça um cafuné nos pensamentos:
os sonhos já me rondam
e querem seu palco
esse clarão não combina
com meu cansaço
alerta que algo na vida
ainda não encontrou seu espaço
alheio aos meus devaneios
o despertador conta os grãos de areia
da implacável ampulheta
que avisa, vai tocar
e o café vai exalar
seu perfume sinuoso
tudo é ainda potencial
quero ver sonhos
decifrar silêncios
sentir o doce nos lábios
decifrar meus tempos
a caneca vazia
alguma poesia
agora posso deitar
**
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
domingo, 23 de outubro de 2011
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Borboleta na janela
*
qual o caminho seguido?
o destino ou o escolhido?
bifurcações, imprecisões
cansaços, obstáculos
passos em tantos espaços
é a dança infinita
entre o acaso e o destino
entrar nessa ciranda
nos passos desse ritmo
e no momento preciso
inspirar uma decisão
tal como a bailarina
antes de entrar no palco
entretanto, ela sabe seus passos
e nós arriscamos
pelas trilhas da incerteza
só ali pode existir surpresa
é quando no voo da borboleta
aparece uma flor
ou uma janela
e ela decide o destino ao pousar
acasos não são mistérios
acasos apontam setas
desenham atalhos nas florestas
desviam do relógio óbvio cotidiano
brincadeira dos anjos
de aproximar intenções e intuições
fagulham os acasos pelo universo
e só mesmo as nossas escolhas
para fazê-los brilhar por perto
**
qual o caminho seguido?
o destino ou o escolhido?
bifurcações, imprecisões
cansaços, obstáculos
passos em tantos espaços
é a dança infinita
entre o acaso e o destino
entrar nessa ciranda
nos passos desse ritmo
e no momento preciso
inspirar uma decisão
tal como a bailarina
antes de entrar no palco
entretanto, ela sabe seus passos
e nós arriscamos
pelas trilhas da incerteza
só ali pode existir surpresa
é quando no voo da borboleta
aparece uma flor
ou uma janela
e ela decide o destino ao pousar
acasos não são mistérios
acasos apontam setas
desenham atalhos nas florestas
desviam do relógio óbvio cotidiano
brincadeira dos anjos
de aproximar intenções e intuições
fagulham os acasos pelo universo
e só mesmo as nossas escolhas
para fazê-los brilhar por perto
**
Hoje
com o tempero do desejo
do inusitado perfeito
num relance confesso fugaz
o reflexo, teu rosto no meu olhar
confesso quero mais
da velocidade desses fotogramas
na tela do meu cinema
hoje eu te vi
rápido assim
camisa azul-marinho
contraste na pele clara
hoje eu vi teu sorriso
espelhando na minha cara
vi teu movimento
um momento
hoje
meu
**
do inusitado perfeito
num relance confesso fugaz
o reflexo, teu rosto no meu olhar
confesso quero mais
da velocidade desses fotogramas
na tela do meu cinema
hoje eu te vi
rápido assim
camisa azul-marinho
contraste na pele clara
hoje eu vi teu sorriso
espelhando na minha cara
vi teu movimento
um momento
hoje
meu
**
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Madrugada
as boas lembranças
são o fio do tecido
que me aquece do frio
nos vazios inevitáveis
súbitos e cíclicos
amenizam, eu sei
questão de tempo
ou de mudar o olhar
meus símbolos
preenchendo
livres, livres, livres
e descanso entre
as almofadas
de desenhos no cetim
tudo basta, estou feliz
mas algo mais
quero por dentro, segredo
faça-me poesia
ali estarei por inteiro
*
terça-feira, 4 de outubro de 2011
São Francisco de Assis
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