Avenida Rio Branco
Meu olhar cabisbaixo
Fixado nos desenhos em mosaico
Das pedras portuguesas onde piso
Meu olhar úmido e vago
Subitamente distraído
Pela banca de flores ao lado
Meu olhar tão cansado
Quase não vê mais colorido
Tenta traçar um caminho
E só vê o horizonte nublado
E bem mais perto uma esquina
Desenhando curva para o invisível
Que pode revelar uma saída
Se alguma coragem for possível
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