sábado, 11 de setembro de 2010

Avenida Rio Branco


Meu olhar cabisbaixo
Fixado nos desenhos em mosaico
Das pedras portuguesas onde piso

Meu olhar úmido e vago
Subitamente distraído
Pela banca de flores ao lado

Meu olhar tão cansado
Quase não vê mais colorido
Tenta traçar um caminho
E só vê o horizonte nublado

E bem mais perto uma esquina
Desenhando curva para o invisível
Que pode revelar uma saída
Se alguma coragem for possível

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